sexta-feira, 8 de junho de 2012

PLÁTANO


PLÁTANO
Nome popular: Plátano.
Nome científico: 
Platanus x hispanica Mill. ex Munchh (Pkitanusxhispanica Mill. ex Munchh) 
Origem: Nativa da Eurásia (
massa que forma em conjunto a Europa e a Ásia) e da América do Norte
Gênero: Platanus
Família: Platanaceae
O nome latino Platanus, deriva do grego “piatanos”. Este termo resulta do grego “piatys ”, que significa “largo”, numa possível alusão à ampla copa desta frondosa árvore.
De climas subtropicais e temperados, o Plátano tornou - se conhecido pela representação de sua folha estilizada no centro na bandeira do Canadá.
As duas barras verticais vermelhas significam os oceanos pacíficos e atlântico, a barra branca o território de Canadá enquanto que a folha estilizada representa as matas cobertas de Plátanos (árvore típica canadense).

Os plátanos árvores de interesse ornamental podendo atingir mais de 30 metros de altura, têm uma característica muito especial: aguentam bem a poluição. Por essa razão são uma boa escolha para se plantar nas cidades.
Os plátanos são, Cultivados há muitos anos como árvores de parques e arruamentos, em alguma cidades brasileiras, como por exemplo,

Campos do Jordão/SP,

 


Fraiburgo/SC,




 Porto Alegre/RS, que possui árvores centenárias de beleza espetacular.


 

Os plátanos possuem folhas lobadas que ficam avermelhadas no outono antes de caírem no inverno, desenvolvendo-se melhor em solos frescos e profundos. Isolado dá lugar a uma árvore de copa enorme, com muitos ramos e um tronco curto e grosso. Por vezes é costume podá-lo com alguma regularidade.
 São características dos plátanos a casca, com as suas manchas e as folhas, parecidas com as do ácer.
Os plátanos vivem intensamente as estações do ano. Na Primavera, ficam cheios de rebentos e folhas novas de um verde claro, no Verão os plátanos ficam frondosos e cheios, oferecendo uma sombra muito agradável, no outono, as folhas tornam-se totalmente amarelas e no Inverno perdem toda a folhagem ficando totalmente despidos apenas com o tronco e os ramos, por isso é uma árvore de folha caduca.
 Observar um plátano, é observar o desenvolvimento das estações do ano e, consequentemente, o andar do tempo.
APLICAÇÕES
A madeira do plátano é dura e muito resistente, sendo muito parecida com a da faia. Esta madeira, pardo-amarelada é utilizada em marcenaria e carpintaria, sendo também um bom combustível.
Como esta árvore tem o tronco esverdeado e uma copa muito ampla, é considerada das me­lhores árvores no combate à poluição do ar citadino. Por isso foi uma árvore muito plantada na cidade de Londres, quando ali se deu início, há décadas, ao combate ao conhecido “smog”, nevoeiro londrino.
Sua madeira é usada na produção de lenha, pisos, paredes e barroteamento na construção civil, cabos de ferramentas, puxadores e espelhos de luz, artesanato e móveis. Recentemente, o plátano tem sido plantado para obtenção de madeira utilizada na fabricação de móveis vergados. A madeira da árvore foi apontada como a melhor alternativa para o fornecimento de matéria-prima nobre ao setor moveleiro em substituição às espécies nativas.
Entre as qualidades do plátano destaca-se a flexibilidade. As pesquisas realizadas até agora mostram que a espécie pode ser cortada entre 10 e 15 anos. A árvore cultivada no Brasil é o Platanus x acerifolia, uma espécie híbrida que chegou à região Sul com os imigrantes italianos, ainda no século XIX, fruto do cruzamento espontâneo da árvore européia Platanus orientalis com a canadense Platanus occidentalis. O plátano se adapta melhor ao Sul do Brasil devido ao clima frio. As mudas produzidas pela árvore são obtidas pelo método de estaquia.
CURIOSIDADE
Há quem diga que a sua madeira é de excelente sonoridade e que o famoso violino “Stradivarius” , foi construído com a madeira dessa espécie de árvore. Na década de 1960 um Senhor, morador de Tatuí-SP., visitou a cidade de Campos de Jordão. Em suas andanças pela Cidade, vendo um exemplar de plátano que havia sido cortado e estava tombado próximo a uma de nossas avenidas, pediu autorização para o Prefeito Municipal da época e levou parte da madeira dessa árvore para sua Cidade. Como era especialista na construção de instrumentos musicais de corda e pertencia ao famoso Conservatório Musical de Tatuí, construiu alguns violinos e fez questão de encaminhar um exemplar como presente para a Prefeitura Municipal, de Campos do Jordão como gratidão.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Guaraná

Nome científico: Paullinia cupana
Nome popular: Guaraná
Família: Sapindaceae
Origem: Amazônia


O guaranazeiro (Paullinia cupana, variedade sorbilis (Martius) Duke) que produz o fruto conhecido como guaraná é uma planta nativa da Amazônia. É uma espécie vegetal arbustiva e trepadeira da família das sapindáceas, cujo nome provém do termo indígena "varana", que significa árvore que sobe apoiada em outra. O guaraná é um importante e tradicional cultivo no Estado do Amazonas. É uma planta genuinamente brasileira de grande importância econômica e social. Esta importância é evidenciada na demanda de sementes pelas indústrias de bebidas, para atender ao promissor mercado de refrigerantes e energéticos, tanto o nacional como o internacional. Cultivado, inicialmente, na Amazônia pelos índios maués hoje o maior produtor é o estado da Bahia. O cultivo é de grande importância sócio - econômica para a região por ser explorado por pequenas propriedades e por ser uma atividade típica de agricultura familiar.

 
CLIMA E SOLO
 Espécie adaptada à baixa altitude, clima quente e úmido com 85% de umidade relativa, 26ºC de temperatura média anual e precipitação anual entre 1.500 a2000 mm. Os solos onde normalmente são plantados os guaranazeiros são de terra firme, profundos, bem drenados, porém quimicamente pobres. Plantios comerciais em solos férteis têm apresentado índices maiores de desenvolvimento vegetativo e de produtividade. 


PREPARO DE MUDAS
A propagação do guaranazeiro por sementes é dificultada devido às suas características de perda rápida da viabilidade, não suportando desidratação acentuada nem baixa temperatura, enquadrando-se no grupo de sementes recalcitrantes. Além disso, a constituição genética altamente heterozigótica do guaranazeiro faz com que as características desejáveis sejam perdidas imediatamente, se forem propagadas por sementes, devido à segregação dos genes. As mudas propagadas por sementes devem ser oriundas de matrizes de alta produtividade e qualidade de frutos. A semente de guaraná perde o seu poder germinativo com cerca de 7 dias, daí a necessidade da urgência em realizar a semeadura, para a obtenção das mudas bem formadas. O período de formação das mudas é em média 18 meses após a semeadura. As fotos abaixo revelam a grande variabilidade genética da espécie.

            PLANTIO
O plantio  pode ser feito durante o ano inteiro, recomendando-se, entretanto o aproveitamento dos dias chuvosos para realização do mesmo. As covas devem ser abertas com as dimensões de 40cm em todas as direções e previamente adubadas com matéria orgânica com pelo menos 30 dias antes do plantio das mudas. Para o plantio definitivo faz-se uma seleção das mudas no viveiro, aproveitando as mais vigorosas. Os espaçamentos mais recomendados são de 4 x 4m e 5 x 4m. 
   
TRATOS CULTURAIS
As mudas de guaraná recém-plantadas devem ser mantidas livre do mato, evitando a concorrência em água, luz e nutrientes. Para tanto recomendam-se 2 limpas e 4 coroamentos no ano. O coroamento deve ser feito em círculo a uma distância de 1,50m em volta da planta nos dois primeiros anos e 2,0 m nos anos subseqüentes. A poda de formação é utilizada nos três anos iniciais após o plantio. Devem ser mantidos apenas 3 lançamentos emitidos a partir de uma altura de 30 cm do solo. O caule principal deve ter o seu broto terminal podado com cerca de 1,70 m a fim de formar uma copa mais densa e evitar o seu tombamento por excesso de altura. A adubação é indispensável, para tanto convém realizar a análise química do solo. A primeira adubação básica é feita 3 meses após o plantio. A quantidade de fertilizante pode variar com a idade da planta

PRODUTIVIDADE E COLHEITA
Áreas comerciais de guaranazeiros tecnicamente bem conduzidos alcançam produtividade média em torno de 1.000 kg de amêndoas secas por ha/ano a partir do sétimo ano do plantio. A colheita é manual, retirando-se os frutos maduros (abertos) ou os cachos. Após a colheita, os frutos devem ser amontoados num galpão por dois a três dias, para uma leve fermentação. Em seguida, são despolpados, manualmente ou por meio de máquinas despolpadeiras, secados ao sol ou com auxílio de secador artificial. A secagem artificial deve lenta e durar em torno de quatro a cinco horas até atingir em torno de 9% de umidade. Temos, assim, o grão de guaraná torrado, conhecido como guaraná em rama

PRODUTOS, SUBPRODUTOS E USOS
 O guaraná é usado na indústria farmacêutica e na fabricação de refrigerantes, xaropes, sucos, pó e bastões. São atribuídos ao guaraná, entre outras, as seguintes propriedades: estimulante, afrodisíaco, ação tônica cardiovascular, combate a cólicas, nevralgias e enxaquecas e ação diurética e febrífuga. O uso terapêutico da cafeína pode causar dependência psíquica e síndrome da abstinência; cosmético, no tratamento de pele oleosa e celulite (USP, 2004). O guaraná contém: cafeína, proteína,açúcares, amido,tanino,potássio, fósforo, ferro, cálcio, tiamina e vitamina A. O teor da cafeína na semente do guaraná pode variar de 2,0 a 5,0 % (do peso seco), maiores que os do café (1 a 2%), mate (1%) e cacau (0,7%).